Since the founding of TakingITGlobal in 1999, I have been incredibly inspired by my interactions with thousands of young change makers from all around the world. Through my Masters Research on youth-led action in an international context along with exposure to other studies and international conferences examining the role of today's generation of youth as change agents, I have gained an important observation. My observation is that I have seen the emergence of Six Archetypes of Youth Change Makers, which provide a glance at the roles young people are taking on in the process of creating change.
The Dreamer
The Dreamer is the driver behind new ideas. Dreamers are often the first to articulate a long-term vision for the future and think big. It is the sense of aspiration, optimism and imagination of dreamers that drive progress, innovation and change.
The Megaphone
The Megaphone is a vocal advocate for change. Megaphones are very focused on delivering the message and will campaign tirelessly and work hard to lobby for a message to be heard. They inspire action through their words and help to shift priorities on the agenda.
The Spark Plug
The Spark Plug is a catalyst and has a gift for networking and connecting people. The Spark Plug is able to foster collaborations and bring many different organizations and individuals together in dialogue, convincing diverse interest groups to come together for a common goal.
The Task Master
The Task Master is often behind the scenes making things happen and is sometimes the under-rated player within a group or organization. Often, it is the Task Master who literally keeps things together by turning ideas into manageable tasks with actionable timelines. Task Masters are practical, objective-oriented individuals.
The Sherpa
The Sherpa serves as a guide who provides mentorship, insight and training through peer education. Sherpas are natural educators with a strong interest in learning and sharing knowledge. Sherpas value hands on experiences and are able to draw upon the expertise and resources of those they encounter.
The Storyteller
The Storyteller is often the documenter of an organization and its projects, preparing short stories, interviews, blogs, webcasts newsletters and more. Storytellers become a vehicle for spreading inspiration and sharing of best practices through identifying patterns and strengthening movements through recognizing exceptional individuals.
As pessoas devem se preocupar mais, muito mais, com suas Próprias Vidas! Alguém disse (não consigo lembrar o nome certo, pois são inúmeros os depoimentos) que Michael Jackson agora não está mais sendo torturado pela "moral da civilização".
Julgamento com piadas infelizes que nunca entendi! A civilização "criou" seu manual de conduta moral se achando dona do certo e do errado. Grande tragédia!
Eu espero que todos aqueles que julgaram, fofocaram possam sentir na pele como foi o calvário e a tortura que Michael enfrentou. E, graças a Deus, Ninguém Morre, essa certeza eu tenho.
"Michael Jackson é bom exemplo do que pior tem acontecido. A IMPRENSA DEVE DESCULPAS a ele pela forma horrível como o tratou. Ele começou a morrer quando as acusações ganharam as manchetes. Em conluio com os acusadores, estava a mídia americana. Todos se lamentam, como se fosse uma tragédia nacional...Ninguém o ajudou. Viveu em infâmia."
(Gay Talese - jornalista e escritor norte-americano)
Ah! Aproveito para destacar o Livro "Mulheres que Correm com os Lobos" (Clarissa Pinkola Estés)! Não deixe de Recuperar, Resgatar, colocar em Prática a Mulher Selvagem no seu sentido mais penetrante, latente, xamânico, seja qual for sua idade! Tenha orgulho da Natureza que habita seu Ser!
We all feel that moment to cry, to say that word or sentence that we meant to say it to the person who we admired or who harmed us.
That's what the people who are homeless have to feel everyday in every situations they go through, some of us just turn a blind eye to those who seek in need of a chance or love by just a normal hi or a small giving.
Those who wanted to hurt them have no guts to have the courage or even heart to just give in and understand what they had been through.
That's when life i difficult, you face the people's laughter, the violent act, the abuse and the ignorance of people, but some just give in, talk to them, ask them of what assistance to what they really need.
God has always told us to give in to those needy, especially in this financial weather we still can always make that few cents or dollar of contribution.
Every guy and girl deserves respect, hope this means something to something or someone you have regretted to.
O Frigorífico Bertin, maior exportador de carne e um dos maiores grupos do setor no mundo, está envolvido em uma série de escândalos relacionados às atividades na região Amazônica, financiadas pelo IFC (sigla em inglês para Corporação Financeira Internacional) – braço financeiro do Banco Mundial. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o frigorífico teria negociado com autoridades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para evitar pagar multas por não respeitar leis ambientais e adquirir gado apreendido por um preço abaixo do mercado.
Bertin, que em 2007 recebeu R$ 90 milhões do IFC para desenvolver atividades da pecuária na Amazônia, foi multado três vezes pelo órgão nos últimos nove meses devido a irregularidades ambientais em seus frigoríficos localizados no Pará. No entanto, as multas que totalizam o valor de R$ 3, 4 milhões, não foram pagas. De acordo com Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do instituto, as multas foram “esquecidas” pelos agentes locais do Ibama. Já a funcionária do órgão, Cleonice Aires Pereira, negou a afirmação de Evaristo, dizendo que a o “esquecimento das multas” foi uma decisão deliberada pelo Ibama.
O jornal descobriu ainda que, alguns dias depois de ser multado, o frigorífico comprou do instituto 3.046 cabeças de gado, que tinham sido apreendidas pelo Ibama. Bertin teria pago cerca de um quarto do preço de mercado, R$ 1,2 milhões. De acordo com funcionários do Ibama, o órgão teria deixado de cobrar as multas para vender, ilegalmente, o gado apreendido.
Segundo o deputado federal, Luciano Pizzatto (DEM), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, teria sido avisado pelo parlamentar sobre a negociação ilegal entre Bertin e o Ibama que, após o vazamento da informação, registrou, no final de abril de 2008, as multas oficialmente. A execução do registro no sistema do órgão foi feita em agosto de 2008.
Financiamento
As atividades do frigorífico começaram a se expandir na região amazônica em 2006. Atualmente, ela opera no Pará, Rondônia e Mato Grosso. Inicialmente, sua expansão foi financiada por um empréstimo controverso do IFC.
No último ano, Bertin recebeu um financiamento de US$ 1,7 bi, equivalente a R$ 3,3 bilhões. De acordo com um documento feito organizações não governamentais ao Banco Mundial, em março de 2007, o empréstimo do IFC foi aprovado sem respeitar os procedimentos internos no banco – omitindo a maior parte dos estudos ambientais e dando informação incompleta e enganosa ao conselho.
Segundo um estudo do Greenpeace que será lançado na segunda-feira (1), grande parte do gado do frigorífico é ilegal. A empresa, segundo o relatório, também está envolvida com o trabalho escravo.
A Associação Brasileira dos Exportadores de Carnes - em resposta ao estudo A Hora da Conta, feito pela organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, reconheceu que seria impossível para qualquer grande frigorífico operar legalmente na Amazônia.
Segundo o diretor da organização, Roberto Smeraldi, esta situação “é uma consequência óbvia da deliberada falta de uma efetiva diligência por parte de brasileiros e instituições financeiras internacionais que subsidiam atividades pouco rentáveis se conduzidas na legalidade”
Hmm, so last Thurs MC kindly suggested that I should take a chill pill at least one day per week (DC reiterates this point, as does everyone who knows me, I'm sure). Well, I'm embarrassed that I still have to be told this sort of thing - I'm a grown woman!! IV thought this last phrase was hilarious... =(
Well, I don't want to be the stresser or the sad one, or generally show any weakness, because history has shown that our lab does not take 'weakness' lightly. No, in all fairness the lab is very supportive and understanding, but it's just scary to watch people drop out of a PhD or not get offered one. It's scary shit. I guess that in general, people prefer extroverted, witty, clever/skilled at many things, humble, easy-going, deep, involved, logical and compassionate types - just like von Neumann.
I know about von Neumann from Chapter 5 of "Who Got Einstein's Office?", which talks about people who have been through the Institute of Advanced Study in (not of) Princeton. I read that chapter last night. And Chapter 4 the night before, 3 the night before and 2 the night before that... Yes, you're quite right, I was offered this book at the meeting with MC. I can look at brief biographies of people like von Neumann in three main ways: (1) a goal I can never attain; (2) a goal; (3) a goal I used to achieve. Depends on the day, I guess.
Chapter 4 was about fractals (see also) and set theory. I am fascinated by fractals, simply because I don't really understand them and I cannot imagine these extra dimensions in my mind. In fact, I couldn't get to sleep because I was probably thinking about transcendental numbers and I couldn't stay asleep for very long so I could look them up online in the morning. I hate that. The subconscious OCD-ness, despite conscious self-discipline... most of the time.
Chapter 1 was boring - about the Institute's beginnings and Flexnor, the guy who visioned and ran it for a while. Chapter 2 was on Einstein I think and it was disappointingly scarce on detail. 3 was on Godel and I found it sad that he thought he had not given enough to the Institute, the world, nor God. The writer goes on tangents sometimes, it's a bit weird and ever so slightly annoying.
Well, since Chapter 4 (and installing bloody CS3, which took 5x more time than what I allocated) gave me only 3.5 hours of sleep on Sun night, I think all of the new information from various people in my life was teetering me like a Jenga tower and I got horrendously upset last night and in fact, this morning. Don't get me wrong, I feel privileged to be in the know, but I guess there are many things to think about now and my brain bled some tears. It's also why I'm not talking to people, because there's a traffic jam into the Broca's. Hm... I know I don't have any control over the family worries, but at least I can offer my ears and money. I guess.
Well, I made a worry pie. I won't make a happy pie, simply because too many things make me happy and I'm easily amused, anyway. It's sort of funny that IJ's worry is over whether or not he wants to stay in science, moreso than whether or not he has the ability to do well, whereas I am definitely the other way around.
12 months from now, 7 people in my life are expected to no longer be in "reachable" distance. Well, why not.
La ciudad de Zaragoza que rara... Su aire(cierzo) fatal para la migraña que tengo, pero es mía. No toda la ciudad... Sólo unas partes entre unos minutiCOs son mios... Ya os voy a contar lo que es mio, para que cuidéis el espacio entre yo y mi mundo...
Entre semana, entre las 08.36-08.56 la Calle Alfonso es mía!!! Totalmente mía!!! Bajando hacia el Pilar desde el Coso...
Depende del autobús que llega al centro, tengo 20 minutos con mi gente que miro a sus ojos cada día.. Sólo hay unas 30-50 personas que cambian pero todos ellos dicen: todos somos iguales, somos diferentes. Esta gente son los que están en cola del registro. Unos para solicitar la nacionalidad Española están allí desde la 08.00 de la mañana, unos para registrar a sus bebes, otros sólo quieren ir un paso más allá en la vida: para casarse... Si llego un poco antes, la cola no es muy grande, sin embargo siempre con gente con los doc. en la mano, quieren que abran la puerta ya y por lo menos esperan dentro...
Al mismo tiempo tengo 2 padres preferidos. Los dos creo que son hombres de negocios. No se pero siempre tienen esos trajes oscuros con su corbata que va a juego con su camisa. Uno de los padres tiene sólo una hija (o bien sólo una hija para llevar al bus del cole) Es mi favorito, lo que más me gusta es la mochilita de la niña :) Va a juego con su camisa, mejor que su corbata. Sólo una cosita; no tiene fumar andando con ella.
El segundo padre tiene 3 hijos. Uno chiquitin en su carro y dos maquinas corriendo en Calle Alfonso. Y el pobre padre está siempre intentando que paren.. Ahhh que bien empiezan el día..
Y después tengo mi pareja favorita!!! Son muy guapos y felices. (Si que sois felices, ¿no?)Cada mañana desayunan en el Gran Café Zaragoza.Cuando lo les veo, me preocupo.. ¿Dónde están?
Si sigo en el mismo trabajo, igual dentro de unos años voy a tener mi tercer padre favorito en la Calle Alfonso... ¿Quien sabe?
Y mi compañera, la periodista. A veces nos vemos, a veces no. A veces nos saludamos, a veces las dos pasamos pensando en otro mundo.. Yo pienso en mi calle, en mi gente de las mañanas de mi Calle Alfonso...
Y otra compañera oenegera corriendo al curro, cruzando mi calle...
Y mi querido hombre con su radio gritando en la Plaza SAS... No tengo palabras para el. :)
Luis Sabini é jornalista, editor da Revista Futuros e coordenador de Ecologia na disciplina de Direitos Humanos da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires (UBA), na Argentina. Confira a seguir a entrevista que ele concedeu à ANA.
Agência de Notícias Anarquistas > Como surgiu seu interesse por questões ambientais, natureza...
Luis Sabini < Tenho a impressão que desde muito pequeno, ligado com certo respeito e espanto pela natureza. De pequeno “trabalhei” em casa empacotando talheres de plástico. Causava-me má impressão terminar minhas curtas jornadas com as mãos “coloridas” dos talheres. Parecia-me insensato colocar na boca semelhantes utensílios. Logo, nos anos 60, uma série de artigos sobre doenças “industriais”, o aquecimento global e o derretimento das calotas polares, publicados no semanário Marcha, de Montevidéu (1939-1974), me pus definitivamente no campo ecológico.
ANA > Você também fez parte da Comunidad del Sur no Uruguai, foi preso político, viveu no exílio...
Luis < Falar desses “pequenos capítulos” de minha vida... daria um livro... A Comunidade Del Sur foi um “invento” que abracei em minha juventude, com nenhuma experiência e muita garra. Pouco a pouco fui aprendendo que era praticamente o oposto do que se devia praticar. Como já havia visto que se passava em relação ao catolicismo e ao comunismo, que as ideologias declaravam uma coisa e que na realidade faziam exatamente o contrário.
A Comunidade Del Sur era uma experiência política verticalista que declarava ser horizontalista, foi se convertendo em uma empresa com êxito, que afirmava ser anticapitalista, defendia publicamente a liberdade e vivíamos uma vida cotidiana absolutamente regida por “deveres”. Por isso, a quantidade de pessoas que se interessaram por essa experiência foram centenas, mas a permanência no grupo sempre se reduziu a poucas dezenas, e no momento mais “intenso” apenas dez, ou cinco, fazendo algumas distinções.
Foi um patético engano. Não no sentido vulgar ou jurídico, mas no seu sentido filosófico. Por isso, se chegou a delírios como “a construção do novo homem”, que em geral não se conhece porque o alcance da Comunidade Del Sur tem sido pequeno. Salvo dentro da “família anarquista” onde se há feito muito pouco, mas existe um culto a ela.
ANA > E a revista “Futuros”, como nasce?
Luis < “Futuros” nasceu como uma necessidade minha. Nos anos 90 tive a alegria de ter uma coluna em uma pequena revista, mas com importante valor histórico “Cadernos de Marcha” (“filha” de Marcha, mais precisamente). Ainda que a coluna não fosse assim tão “livre” como eu esperava, era a forma que eu tinha de “ajustar as contas” com muitas questões políticas e ecológicas tão mal argumentadas, segundo o meu modo de ver, claro.
Mas o Cadernos fechou abruptamente depois de um trágico acidente automobilístico, que terminou com a vida da diretora de produção e do diretor editorial (filha e neto do fundador de “Marcha”, Carlos Quijano).
Voltei a estar “bloqueado”, ou melhor dizendo, o tempo de jornalista free-lance, de ter artigos quando são aceitos... Isso fez com que eu me decidisse a “fazer” uma revista.
ANA > A revista aborda temas e lutas ambientais, certo?
Luis < Em “Futuros” tratamos de questões que consideramos importantes e que não figuram nas agendas midiáticas, ou, quando sim, estão com idéias enviesadas, graças aos capitalistas de plantão. Falamos de questões como o problema alimentar do mundo, das comidas “sujas”, da invasão de aditivos químicos no cotidiano, ou de outra invasão que sofremos na última década, de alimentos transgênicos, que nos obrigam consumir sem nem ao menos sabermos se são ou não organismos geneticamente modificados.
Claro que não nos atemos somente a esta questão; também ao aquecimento global, as assimétricas relações entre o centro e a periferia, e a fé incondicional no Tecnocientífico...
Mas também abordamos questões diretamente ecológicas, ainda que ligadas a outras questões como o destino das populações aborígenes, tanto na América como na África, a questão Palestina etc.
Relacionando todos esses assuntos: agrotóxicos, transgênicos, o avanço do capitalismo, da monocultura na atividade rural, temos textos muito interessantes com a contribuição de Rui Namorado Rosa, Mohamed Habib e Expresso Zica.
ANA > É possível ser ecologista sem ser anticapitalista?
Luis < Não. Definitivamente, não. Uma verdadeira consciência ecológica enfrenta radicalmente o discurso da propriedade privada e, sobretudo, o do lucro.
ANA > Uma vez o pensador Cornelius Castoriadis disse que a ecologia é subversiva, pois ela é intrinsecamente contra o capitalismo. Concorda?
Luis < Sim, estou de acordo, com a afirmação de Castoriadis. Com essa e com muitas outras de suas reflexões sobre o poder burocrático. Ainda que eu discorde muitíssimo de algumas lamentáveis visões de Castoriadis sobre a ex-União Soviética e os EUA, nos anos 80, quando eram “as duas grandes superpotências” do planeta.
ANA > Qual a sua principal crítica às ONGs ambientalistas?
Luis < A maioria, não todas, são financiadas por grupos que atuam geralmente com fundos dos ditos “primeiro mundo”, para trabalhos nos “subúrbios” do planeta. Isso cria um desequilíbrio, uma desigualdade difícil de superar. Ainda que se fale da igualdade entre todos os seres humanos, esse tipo de suporte só acentua as diferenças.
Por outro lado, o trabalho é de grupos fomentados pela iniciativa privada. Temos aí uma questão importante: combate-se sem querer o estatal e o público, que são coisas diferentes, mas que são “varridas” conjuntamente.
E a imensa maioria das ONGs ambientalistas se dedicam a encarar um único ponto, o tema que “quita” a problemática de seu verdadeiro caráter, inter-relacionado com outras questões ou temas. Fazer um trabalho ambientalista mediante métodos que desconhece o abc ecológico, as interpelações que existem não são muito boas.
ANA > No Brasil há centenas, milhares de ONGs ambientalistas, mas pouca luta ambiental efetiva, agitação de mentes e corpos. A maioria delas está voltada para a “educação ambiental”, com uma perspectiva de consumo, capitalista e financiadas com dinheiro público ou privado. Isso também se passa na Argentina, Uruguai...
Luis < Exatamente. É necessário lembrar-se de onde provém a febre de ONGs... Vem do “primeiro mundo”, quando o mundo enriquecendo se distancia mais do mundo empobrecido e o Banco Mundial e outras organizações filantrópicas decidem “ajudar” aos pobres que têm seus estados destruídos pela dívida e pelo roubo, com organizações não governamentais, é afirmar que organizações privadas que vem “finalizar” a tarefa do neoliberalismo: a destruição do público e o enaltecimento do privado.
ANA > Hoje, as grandes empresas gastam milhões de dólares por ano com publicidade nas TVs, jornais, rádios e Internet para divulgar suas “Políticas de Responsabilidade Social e Ambiental”. E normalmente adornadas com imagens de paisagens exuberantes, crianças sorrindo... Tudo uma hipocrisia?
Luis < Talvez não sejam em todos os casos, ou, ao menos, seja uma minúscula parcela de “bens intencionados”. Em alguns casos quem leva a cabo as tais “políticas de responsabilidade social” acreditam no que querem, na “ajuda” deles. Acredito que a maioria das vezes se trata de gente “boa” que não quer se corromper tanto e que aposta em “medidas corretivas”, menores, para obter a consciência limpa sem mudar radicalmente, sem perder privilégios, sem modificar a imagem do mundo que têm e onde eles são os privilegiados.
“Crises de consciência” e hipocrisia andam muito perto, a linha é tênue. Talvez a hipocrisia seja quando a consciência é a da mentira, e seja franca e forte.
ANA > E o que falar do tal “desenvolvimento sustentável”? Atualmente também não há muita farsa por trás destas palavras?
Luis < Certamente. Por trás das “ataduras” que tratava de explicar na resposta anterior. O empresário quer um desenvolvimento sustentável, mas não quer perder todas as vantagens que lhe é outorgado em sua empresa, seu “capital de giro”, sua ganância. Com isso, o “desenvolvimento sustentável” se faz mais propagandístico, mais espetacular do que qualquer outra coisa.
ANA > O curioso, e irônico, é que quem mais fala em “desenvolvimento sustentável” no Brasil, como a petroleira Petrobras e a mineradora Vale, são exatamente as empresas que mais agridem a natureza. É a mesma coisa na Argentina, não?
Luis < Claro! Isso é quase uma lei! Quem mais tem a ocultar a contaminação, por exemplo, só pode mostrar-se “preocupado” com ela. A literatura nos mostra que na História temos muitos exemplos semelhantes de comportamento. Mercantis que posam de generosos, soberbos que fingem ser humildes...
ANA > Qual é a questão ambiental mais urgente na Argentina?
Luis < A perda da biodiversidade.
ANA > E qual sua avaliação da luta ambiental na Argentina?
Luis < A luta ambiental na Argentina é pobre, pobríssima. Mas está avançando. Há que se pensar na seguinte questão: quando tivemos a “invasão” dos organismos geneticamente modificados em todo o mundo, apenas dois países tiveram sua implementação sem problemas, sem discussões, dentro dos vinte ou mais países que questionam essa questão. Os dois únicos países que nada questionaram foram a Argentina e os EUA. Com proporções pequeníssimas de resistência de pessoas, grupos, jornalistas, que estiveram contra essa abominação.
A Argentina viveu com Menem uma miragem coletiva, que fez pensar que aceitando a tudo, estariam entrando no grupo do “Primeiro Mundo”. Mas, já faz algum tempo, a luta e a consciência ecológica vem aumentando.
O povo de Esquel (Patagônia argentina) enfrentou sozinho ao governo e a uma transnacional mineradora e evitou mediante um referendo que se instalasse nas montanhas vizinhas. Isso foi histórico!
Existem muitas populações enfrentando as mineradoras, que só querem resultados máximos para suas extrações, independente do resultado negativo para os habitantes das regiões que são exploradas.
Há uma incipiente tomada de consciência contra o acúmulo do lixo. E agora, finalmente, em 2009, começamos a ver a consciências do perigo da soja “transgênica”.
ANA > O Mar Aral, que alimentava aos países da URSS agora é um deserto improdutivo, por obra da "revolução verde" do Estado soviético. África vai caminhando pelo mesmo caminho, se transformando em outro deserto, os monocultivos e os transgênicos têm devastado este continente e sua ação se aprofunda cada vez mais. Em sua opinião, por que há grande dificuldade para avançar com o tema, preservação e luta ambiental ante às contundentes evidências para, pelo menos, deter essa destruição?
Luis < Porque os interesses econômicos são muito fortes! E porque os paradigmas dominantes no plano tecnocientífico seguem o mesmo “otimismo” tecnológico e à idéia de progresso. Isso ocorre quando tanto a direita quanto a esquerda utilizam o mesmo “espectro ideológico”. Por isso é tão difícil enfrentar essa situação...
ANA > Acredita que somos testemunhas de um genocídio, suicídio ambiental por obra do capitalismo de Estado ou de mercado?
Luis < Sim. Os grandes laboratórios planetários estão espalhando muito sua influência e a guerra contra as “pragas”, os vírus, as bactérias etc., estão procurando deixar um planeta sem microflora nem microfauna. E essa situação, só tende a piorar e transformar a biodiversidade para finalmente, empobrecer toda a vida planetária. Como já foi explicado em 1974, com a invocação do Cacique Seattle, em 1855, ante os “avanços da civilização”.
ANA > Crê que este planeta pode nos sustentar com nossa atual população, cada vez mais crescente?
Luis < Creio que a humanidade tem perdido em ritmo biológico de crescimento vegetativo. O problema é que alguns querem limitar a população de pobres, outros afirmam que a culpa é do “crescimento demográfico”, quando da verdade o problema maior é a exploração dos países periféricos, o que da natureza, o esgotamento dos recursos naturais pela condição capitalista e a comodidade dos consumidores ricos, a contaminação generalizada...
ANA > Você se identifica com o “decrescimento”?
Luis < Parece-me sensato adotar alguma forma de "decrescimento" ao menos de "crescimento zero", estratégia estacionária contra o impulso tecnológico que nos leva, me parece, a um abismo planetário.
ANA > Efetivamente o tema ambiental conseguiu certo grau de penetração no anarquismo?
Luis < Sim. O anarquismo tem boas condições ideológicas para incorporar o tema ambiental, pela questão de defesa do “natural”, que por certo não existe entre todos os seres humanos, mas mesmo assim, acredito eu, que todos, pelo menos, deveriam tentar aprender a respeitar.
ANA > Uma mensagem final, esperançadora para os leitores? Obrigado!
Luis < Acreditar na vida, aprender que todo o planeta é nosso único barco, e que temos por isso que sermos próximos uns aos outros. Temos que ajudar em todas as vertentes de luta: acabar com o racismo, o chauvinismo e os sentimentos de superioridade que o europocentrismo configurou por mais de meio milênio, como também tantas outras “civilizações” também igualmente racistas como os romanos, os astecas e tantos outros.
Tradução: Palomilla Negra
La ALIANZA ARAGONESA CONTRA LA POBREZA, conformada por más de 30 organizaciones del ámbito social y de Cooperación al Desarrollo, con su campaña POBREZA CERO se vincula a la Feria del Libro de Zaragoza el sábado 6 junio de 11 a 20 horas a través de diferentes actos culturales y la instalación de una mesa informativa, los actos se celebrarán en Plaza España.
El objetivo de la campaña POBREZA CERO es concienciar a la población de la necesidad de conseguir los Objetivos de Desarrollo del Milenio (ODM) para logar disminuir los índices de pobreza en el mundo. En este sentido, es importante llamar la atención sobre este tema, aún más en el contexto actual de crisis y aumento de los precios de los alimentos que pone en peligro muchos de los progresos conseguidos en la reducción de la pobreza y el hambre. Se estima que 100 millones de personas más vivirán en la pobreza extrema y 75 millones más pasarán hambre como consecuencia de la crisis económica mundial.
Por todo esto queremos aprovechar la celebración de la Feria del Libro para hacer énfasis en el segundo de los ODM “Lograr la enseñanza primaria universal”. Cuya meta es que todos los niños y niñas puedan terminar un ciclo completo de enseñanza primaria en 2015.
Los invitamos a estar presente el 6 de junio en la Plaza España exigiendo desde el espacio de la cultura y desde el poder de la palabra, el derecho a la educación y a una vida con justicia social y equidad económica.
Programa
Día: 6 de junio de 2009
Lugar: Plaza de España (escaleras de la DPZ), Zaragoza.
Horario:
11 a 13 y de 17 a 20 horas: Mesa informativa sobre la campaña Pobreza Cero. Con libros relacionados con el tema.
18.00 horas: Lectura manifiesto
18.05 horas: Cuentos Pobreza Cero, narradores de cuentos de diferentes países nos contarán historias de la lucha contra la pobreza